dentro do carro
a chuva
os relâmpagos iluminando os olhares
olhos nos olhos
olhos castanhos dentro de olhos verdes
profundos olhos verdes
temerosos olhos verdes
entre sons trovões, a trilha sonora é yeah yeah yeahs
a trilha sonora é a poor song
baby i'm afraid of a lot of things but
i ain't scared of loving you
and baby i know you're afraid of a lot of things
but don't be scared of love...
'cause people will say all kinds of things
but that don't mean a damn to me
'cause all i see is what's in front of me
and that's you
well i've been dragged all over the place
i've taken hits time just don't erase
and baby i can see you've been fucked with too
but that don't mean your loving days are through'
cause people will say all kinds of things
but that don't mean a damn to me
'cause all i see is what's in front of me
and that's you
well i may be just a fool
but i know you're just as cool
and cool kids, they belong together
uma canção pobre para consolar duas pobres almas
9 de mar. de 2009
6 de mar. de 2009
o mais belo suicídio

essa é evelyn mchale no dia primeiro de maio de 1947
ela tinha 23 anos quando pulou do observatório localizado no 86º andar do empire state building, após terminar com o noivo
caiu em cima de uma limosine que, por sorte, não era ocupada por ninguém
deixou pra trás um casaco, a carteira com algum dinheiro e seu estojo de maquiagem
essa é, sem dúvida, uma das imagens mais poéticas que já vi na vida
morreu por amor
esmagou um carro de luxo
deixou pra trás a proteção, o material e a feminilidade
e ainda assim, 86 andares depois, estava serena, completa, feminina
linda
e
poeticamente morta
3 de mar. de 2009
grande irmão romântico
como seria se o big brother se passasse numa época romântica?
na beira da poça de lama, enquanto os porcos reviram o lixo em busca de restos do que comer, o casal recém-formado troca juras de amor:
- e se eu delegar a você todas as minhas perspectivas? e se eu passar a ver a vida por meio dos seus olhos? e se eu te entregar o meu corpo e a minha alma? você vai saber o que fazer com isso?
- e se você for a minha escolhida? e se eu dedicar a você todas as minhas obras e as minhas conquistas? e se eu viver a minha vida lutando pela sua? você vai saber o que fazer com isso?
- eu estico meus braços além do universo para afagar a sua cabeça nos seus momentos de batalha. eu cubro de beijos seus cabelos revoltos em guerra distantes contra você mesmo. eu espero você voltar de suas lutas contra moinhos imaginários. eu espero com seu coração em minha boca. e se você nunca voltar, eu continuarei esperando.
- eu sigo errando. me encontrando e me perdendo. não é justo condenar-te a isto.
- nenhuma condenação é injusta. e se for para ser condenada por você, que você seja o juiz do meu destino e o dono da minha razão.
corte para o merchandising de anti-depressivo
na beira da poça de lama, enquanto os porcos reviram o lixo em busca de restos do que comer, o casal recém-formado troca juras de amor:
- e se eu delegar a você todas as minhas perspectivas? e se eu passar a ver a vida por meio dos seus olhos? e se eu te entregar o meu corpo e a minha alma? você vai saber o que fazer com isso?
- e se você for a minha escolhida? e se eu dedicar a você todas as minhas obras e as minhas conquistas? e se eu viver a minha vida lutando pela sua? você vai saber o que fazer com isso?
- eu estico meus braços além do universo para afagar a sua cabeça nos seus momentos de batalha. eu cubro de beijos seus cabelos revoltos em guerra distantes contra você mesmo. eu espero você voltar de suas lutas contra moinhos imaginários. eu espero com seu coração em minha boca. e se você nunca voltar, eu continuarei esperando.
- eu sigo errando. me encontrando e me perdendo. não é justo condenar-te a isto.
- nenhuma condenação é injusta. e se for para ser condenada por você, que você seja o juiz do meu destino e o dono da minha razão.
corte para o merchandising de anti-depressivo
26 de fev. de 2009
c'est la vie
ensaio a dias escrever sobre a vida
assim, a vida e suas contradições
mas, a cada dia que passa, a vida me surpreende mais e torna ainda mais impossível escrever sobre ela
hoje foi um dia assim
e fora a vontade de encher a cara até entender tudo, só posso dizer que estou surpresa, assustada, preocupada, mas feliz
por mais contraditório que isso possa parecer
afinal, eta vidinha contraditória essa que a dita cuja me deu!
assim, a vida e suas contradições
mas, a cada dia que passa, a vida me surpreende mais e torna ainda mais impossível escrever sobre ela
hoje foi um dia assim
e fora a vontade de encher a cara até entender tudo, só posso dizer que estou surpresa, assustada, preocupada, mas feliz
por mais contraditório que isso possa parecer
afinal, eta vidinha contraditória essa que a dita cuja me deu!
16 de fev. de 2009
caminhar sob a garoa fina
caminhar sob a garoa fina
adoro a garoa fina que escorre como uma pequena lâmina sob meu corpo atormentado
na sexta, andamos na garoa
no sábado, andamos na garoa
ontem, andamos na garoa
andamos sob a garoa na madrugada de ontem
com o coração aos pulos, com uma tensão no ar, entre sorrisos, beijos, abraços e comentários de que o mau caminho é sempre o melhor caminho
ainda sinto o gosto, ainda sinto o cheiro e apesar da segunda-feira densa e cinzenta, as sensações do fim de semana não querem passar
andar sob a garoa fina, ouvindo amy winehouse
as lágrimas escorrendo com a chuva
a atmosfera densa enchendo o coração
mas não é angustia, não é tristeza
não é fossa, não é tensão
eu nem quero saber se continuo sendo amada no outro dia de manhã
tenho desperdiçado tantas lágrimas que chorar lágrimas de alegria é o menor dos desperdícios
andando na garoa, eu ainda sorrio, entre chuva e lágrimas, o risinho da noite anterior
da madrugada, do fim de semana todo
andando pela garoa, vou levando as marcas do fim de semana
o dedo cortado, a mão queimada, o coração poluído, o corpo dolorido, a garrafa de gatorade pra curar a ressaca
andando na garoa, sei que prefiro sentir frio
o frio é plenamente controlável
o calor é invasivo
não há o que se fazer contra ele
e eu odeio perder o controle
se o frio incomoda, é só colocar uma blusa, procurar proteção
o calor invade e permeia todas as coisas
derrete o gelo, esquenta a água
odeio ser invadida
eu gosto da neblina e do frio e da chuva leve q não molha
mas gosto ainda mais de dias extremamente ensolarados
sem nuvens
e gelados, mto gelados
com aquele vento q corta o rosto sem proteção
me dá vontade de andar na rua, sem direção
e me procurar, até me encontrar...
caminhando na garoa, pensando sobre o clima, sobre o sol e o cinza, sobre pessoas e sensações, percebo o quanto seres especiais são capazes de transformar sentimentos
andando pela garoa fina, às nove da manhã de uma segunda-feira cinza da capital paulista, percebo que o sorriso entre lágrimas de hoje só é possível porque, de atalho em atalho, a morte sempre abre mais uma cerveja e acende mais um marlboro
adoro a garoa fina que escorre como uma pequena lâmina sob meu corpo atormentado
na sexta, andamos na garoa
no sábado, andamos na garoa
ontem, andamos na garoa
andamos sob a garoa na madrugada de ontem
com o coração aos pulos, com uma tensão no ar, entre sorrisos, beijos, abraços e comentários de que o mau caminho é sempre o melhor caminho
ainda sinto o gosto, ainda sinto o cheiro e apesar da segunda-feira densa e cinzenta, as sensações do fim de semana não querem passar
andar sob a garoa fina, ouvindo amy winehouse
as lágrimas escorrendo com a chuva
a atmosfera densa enchendo o coração
mas não é angustia, não é tristeza
não é fossa, não é tensão
eu nem quero saber se continuo sendo amada no outro dia de manhã
tenho desperdiçado tantas lágrimas que chorar lágrimas de alegria é o menor dos desperdícios
andando na garoa, eu ainda sorrio, entre chuva e lágrimas, o risinho da noite anterior
da madrugada, do fim de semana todo
andando pela garoa, vou levando as marcas do fim de semana
o dedo cortado, a mão queimada, o coração poluído, o corpo dolorido, a garrafa de gatorade pra curar a ressaca
andando na garoa, sei que prefiro sentir frio
o frio é plenamente controlável
o calor é invasivo
não há o que se fazer contra ele
e eu odeio perder o controle
se o frio incomoda, é só colocar uma blusa, procurar proteção
o calor invade e permeia todas as coisas
derrete o gelo, esquenta a água
odeio ser invadida
eu gosto da neblina e do frio e da chuva leve q não molha
mas gosto ainda mais de dias extremamente ensolarados
sem nuvens
e gelados, mto gelados
com aquele vento q corta o rosto sem proteção
me dá vontade de andar na rua, sem direção
e me procurar, até me encontrar...
caminhando na garoa, pensando sobre o clima, sobre o sol e o cinza, sobre pessoas e sensações, percebo o quanto seres especiais são capazes de transformar sentimentos
andando pela garoa fina, às nove da manhã de uma segunda-feira cinza da capital paulista, percebo que o sorriso entre lágrimas de hoje só é possível porque, de atalho em atalho, a morte sempre abre mais uma cerveja e acende mais um marlboro
10 de fev. de 2009
desassossego
é esse desespero
é essa vontade
é essa covardia
é essa expectativa
é essa inquietação
é essa tristeza
é essa emoção
é essa ansiedade
é esse monte de rivotril
é esse monte de fluoxetina
são esses montes de pensamentos
são esses montes de confusões
são esses montes de razões
são essas toneladas de emoções
são esses nós na garganta
são esses frios no estômago
são esses tremores na mão
são esses calores no sexo
são esses pesos nas pernas
é querer correr
é querer gritar
é querer fugir
é querer esconder
é querer esquecer
é querer morrer
é querer sentir
é querer ignorar
é querer temer
é querer calar
é temer escrever o que não pode ser lido
é temer escrever o que vai ser lido
é temer ser lido o que se quer escrever
é temer ser lido o que não pode ser escrito
é o subentendido
são as entrelinhas
é escrever para ser entendida
e temer a escrita
(porque as palavras ditas
e as palavras escritas
contêm a verdade que se quer esconder)
eis as causas do meu desassossego
é essa vontade
é essa covardia
é essa expectativa
é essa inquietação
é essa tristeza
é essa emoção
é essa ansiedade
é esse monte de rivotril
é esse monte de fluoxetina
são esses montes de pensamentos
são esses montes de confusões
são esses montes de razões
são essas toneladas de emoções
são esses nós na garganta
são esses frios no estômago
são esses tremores na mão
são esses calores no sexo
são esses pesos nas pernas
é querer correr
é querer gritar
é querer fugir
é querer esconder
é querer esquecer
é querer morrer
é querer sentir
é querer ignorar
é querer temer
é querer calar
é temer escrever o que não pode ser lido
é temer escrever o que vai ser lido
é temer ser lido o que se quer escrever
é temer ser lido o que não pode ser escrito
é o subentendido
são as entrelinhas
é escrever para ser entendida
e temer a escrita
(porque as palavras ditas
e as palavras escritas
contêm a verdade que se quer esconder)
eis as causas do meu desassossego
"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações. Compreendo bem as bordadoras por mágoa e as que fazem meia porque há vida. Minha tia velha fazia paciências durante o infinito do serão. Estas confissões de sentir são paciências minhas. Não as interpreto, como quem usasse cartas para saber o destino. Não as ausculto, porque nas paciências as cartas não têm propriamente valia. Desenrolo-me como uma meada multicolor, ou faço comigo figuras de cordel, como as que se tecem nas mãos espetadas e se passam de umas crianças para as outras. Cuido só de que o polegar não falhe o laço que lhe compete. Depois viro a mão e a imagem fica diferente. E recomeço." Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)
2 de fev. de 2009
l'amour
esses tempos, uma discussão tem sido recorrente em todos os meus círculos de amizade: relacionamentos. estou solteira há pouco mais de um ano e, sinceramente, às vezes sinto falta de alguém q se importe desesperadamente comigo, q me ame do jeito q eu sou, q cuide d mim, q faça sexo comigo sempre q der. aí, eu lembro q tenho meus amigos e, pronto, fico satisfeita plenamente. encontro neles tudo o q preciso.
nessas discussões, um tema me chama a atenção: a aversão q as pessoas têm ao seu passado e ao passado do outro. como se os ex-namorados e namoradas, as baladas, tudo o q a pessoa viveu antes fosse uma mancha, um erro, algo a ser apagado pra sempre e esquecido.
não sei.
eu não aceitaria isso.
meu passado, meu presente, condenáveis ou não, foram e estão sendo. me fizeram o q sou. contribuíram em cada milímetro na construção do q eu penso e sinto. e serão sempre importantes pra mim. por pior q tenham sido, jamais aceitaria apagar o meu passado ou o q estou vivendo hoje.
por isso, hj, qdo meu ipod escolheu para tocar non, je ne regrete rien, com a edith piaf, eu me emocionei e chorei voltando pra casa
não tenho vergonha do meu passado e não tenho vergonha d chorar em público
não tenho vergonha de sentar aqui e admitir que eu choro ouvindo música
ainda mais uma música q fala sobre o passado e o presente
http://br.youtube.com/watch?v=kFRuLFR91e4
non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.
non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
c'est payé, balayé, oublié,
je me fous du passé.
avec mes souvenirs,
j'ai allumé le feu.
mes chagrins mes plaisirs,
je n'ai plus besoin d'eux.
balayés mes amours,
avec leurs trémolos.
balayés pour toujours
je repars à zéro...
non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.
non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
car ma vie, car mes joies,
pour aujourd'hui
ça commence avec toi
porque a gente não pode ter vergonha de ser quem é
e porque a gente não pode ter vergonha de recomeçar, quantas vezes forem necesárias
nessas discussões, um tema me chama a atenção: a aversão q as pessoas têm ao seu passado e ao passado do outro. como se os ex-namorados e namoradas, as baladas, tudo o q a pessoa viveu antes fosse uma mancha, um erro, algo a ser apagado pra sempre e esquecido.
não sei.
eu não aceitaria isso.
meu passado, meu presente, condenáveis ou não, foram e estão sendo. me fizeram o q sou. contribuíram em cada milímetro na construção do q eu penso e sinto. e serão sempre importantes pra mim. por pior q tenham sido, jamais aceitaria apagar o meu passado ou o q estou vivendo hoje.
por isso, hj, qdo meu ipod escolheu para tocar non, je ne regrete rien, com a edith piaf, eu me emocionei e chorei voltando pra casa
não tenho vergonha do meu passado e não tenho vergonha d chorar em público
não tenho vergonha de sentar aqui e admitir que eu choro ouvindo música
ainda mais uma música q fala sobre o passado e o presente
http://br.youtube.com/watch?v=kFRuLFR91e4
non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.
non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
c'est payé, balayé, oublié,
je me fous du passé.
avec mes souvenirs,
j'ai allumé le feu.
mes chagrins mes plaisirs,
je n'ai plus besoin d'eux.
balayés mes amours,
avec leurs trémolos.
balayés pour toujours
je repars à zéro...
non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.
non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
car ma vie, car mes joies,
pour aujourd'hui
ça commence avec toi
porque a gente não pode ter vergonha de ser quem é
e porque a gente não pode ter vergonha de recomeçar, quantas vezes forem necesárias
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