16 de jun. de 2008
suicidal tendencies
da próxima vez que você ouvir o anúncio de que houve um "incidente com usuário na linha", pergunte na sso se ele usava melissas...
16 de abr. de 2008
história do corpo humano
capítulo 1
quando o homem surgiu na terra, o corpo humano era formado por cabeça, tronco e membros.
com o passar dos anos, a estrutura corpórea tornou-se complexa.
atualmente, o corpo humano é composto de transtornos, síndromes e males; gordura, colesterol e câncer; celulite, tendinite e silicone.
quando o homem surgiu na terra, o corpo humano era formado por cabeça, tronco e membros.
com o passar dos anos, a estrutura corpórea tornou-se complexa.
atualmente, o corpo humano é composto de transtornos, síndromes e males; gordura, colesterol e câncer; celulite, tendinite e silicone.
11 de abr. de 2008
esgoto (livremente inspirado em fatos reais)
nem ele mesmo sabia como tudo tinha acontecido. o que havia agora, era só o resto. só o que sobrou. só o lixo do lixo do lixo... nada mais. tentava reconstruir a trajetória. cada um daqueles anos. mas era difícil. era como se, nesse período, não tivesse visto nada, sentido nada, comido nada, pensado em nada. um eco de anos. como anos podem ter eco se ele tinha praticamente certeza de que havia vivido cada um daqueles minutos?
aos poucos, todas as certezas se dissipavam. teria ele vivido realmente? ou ele estava morto e só vivia agora? ou pior... estaria ele morto agora? um pouco, realmente, poderia estar. talvez entre o vivo e o morto. como uma massa amorfa vagando. mas, talvez com vida e forma e esforço e realidade. mas era impossível distinguir a maneira como estava nesse momento.
vazio, oco e furado. pronto. ele decidia que estava vazio, oco e furado. todo mundo, um dia na vida, se sentiu vazio, oco e furado. ele mesmo, quando tinha seus vinte anos. quase caiu de cima da cama dos pais, na qual havia subido para procurar a certidão de nascimento no maleiro do guarda-roupa, quando viu escrito “Breno Felix Cordeiro”. tinha passado mais de 20 anos assinando “Breno Félix Cordeiro”. além de perder a identidade, perdeu a ilusão. era como se nunca tivesse vivido antes de descobrir que seu sobrenome não tinha acento... foi nisso que pensou quando definiu sua condição atual. mais uma vez, era como se nunca tivesse vivido. Estava vazio, oco e furado.
CONTINUA...
aos poucos, todas as certezas se dissipavam. teria ele vivido realmente? ou ele estava morto e só vivia agora? ou pior... estaria ele morto agora? um pouco, realmente, poderia estar. talvez entre o vivo e o morto. como uma massa amorfa vagando. mas, talvez com vida e forma e esforço e realidade. mas era impossível distinguir a maneira como estava nesse momento.
vazio, oco e furado. pronto. ele decidia que estava vazio, oco e furado. todo mundo, um dia na vida, se sentiu vazio, oco e furado. ele mesmo, quando tinha seus vinte anos. quase caiu de cima da cama dos pais, na qual havia subido para procurar a certidão de nascimento no maleiro do guarda-roupa, quando viu escrito “Breno Felix Cordeiro”. tinha passado mais de 20 anos assinando “Breno Félix Cordeiro”. além de perder a identidade, perdeu a ilusão. era como se nunca tivesse vivido antes de descobrir que seu sobrenome não tinha acento... foi nisso que pensou quando definiu sua condição atual. mais uma vez, era como se nunca tivesse vivido. Estava vazio, oco e furado.
CONTINUA...
30 de mar. de 2008
i gotta a man
i gotta a man who makes me wanna kill
i gotta a man who makes me wanna kill
i gotta a man who makes me wanna kill
babies, babies, babies, baaaaaabiiiiiieeeeessssss
i gotta a man who makes me wanna kill
i gotta a man who makes me wanna kill
babies, babies, babies, baaaaaabiiiiiieeeeessssss
26 de mar. de 2008
18 de mar. de 2008
empreendedorismo
resolvi abrir uma firma e ganhar dinheiro com algo inspirado na minha vida sexual: um delivery de pizza em que, ao invés do cliente ligar pedindo a comida, a gente liga oferecendo.
8 de mar. de 2008
eternamente insatisfeita
tirei os 2 dentes do siso que faltavam ontem e, por isso, estou em casa de molho. a cara inchada, um puta gosto ruim de sangue na boca e a auto-estima lá na unha do dedo mindinho do pé esquerdo. ficar sem fazer nada me faz pensar em mim. ou em quanto, cada dia que passa, me afasto de mim mesma, da minha realidade.
quando terminei com o namorado de quase 5 anos, há pouco mais de 6 meses, tinha certeza que ia encontrar a mim mesma. ia encontrar a menina que eu tinha perdido quatro anos e meio antes, quando deixei de ser eu mesma pra ser a namorada perfeita. claro, q no período em que eu finigia ser a namorada dos sonhos, muitas vezes, a minha essência insistia em tomar conta de mim e, quando eu percebia, eu estava sendo a velha garotinha problemática de sempre. e era essa garotinha irresponsável, insensível, insandecida que eu tava procurando quando larguei, pra sempre, o namorado.
em uma semana, não só a encontrei, como ela tomou conta d mim e passei a me sentir completa d novo. momentos incríveis aconteceram... como o q eu descrevi no texto "solteirice", que escrevi em alguma aula da faculdade, no fim do ano passado. conheci pessoas impressionantes, me reaproximei de pessoas inesquecíveis e fiquei plenamente satisfeita.
mas, parece que, com a ausência de dois dentes, estou me sentindo vazia de novo. não vazia o suficiente para ligar pro ex-namorado e querer transar com ele. mas vazia o suficiente para questionar quem eu sou. parece que ser só a garotinha problemática, embebida em álcool e noitadas, não é o suficiente. mas também não é o suficiente ser a namorada perfeita, que ama o namorado e é capaz de qq sacrifício por ele. não são suficientes as amigas, os amigos, as bebidas, as baladas, o sexo ocasional, o sexo com hora marcada com aquele cara q nunca liga no dia seguinte, as músicas, o carro, o dinheiro, a mãe, o pai. nada é suficiente pra mim.
se a falta dos dentes me deixou vazia é pq em algum momento dessa semana, eu achei que estava grávida. e fiquei desesperada, pq, não seria capaz d levar adiante uma gravidez nesse momento louco d vida. mas, se eu estive grávida d verdade, talvez tivesse algum motivo pra não querer estragar a mim mesma, me punir, por eu não conseguir ser quem eu gostaria que eu fosse. se eu estivesse grávida, estaria fudida. minha mãe não ia achar legal eu chegar e falar: "mãe, esse é o douglas e ele é o pai da criança q eu to esperando." se eu estivesse grávida, talvez encontra-se todas as respostas.
difícil entender.
o telefone tocou e era uma dessas amigas q fazem a vida valer a pena. "não, não vou poder sair pra conversar com vc hj, to d molho, tirei os sisos. é, fudida, pra caralho." e nesses momentos, nem encontrar as pessoas q me fazem querer viver eu posso. a outra está longe. curitiba. foi visitar o irmão q largou tudo pra viver um grande amor. a outra mandou msg. hj é dia das mulheres. eu só queria ser uma mulher pra sentir o orgulho d ter um dia só meu.
hj eu to vazia, inchada, sangrando. puta da vida, com a vida, pela vida.
amanhã, provavelmente a cara desinchou e eu vou poder sorrir de novo.
na segunda, então! vou estar feliz por ter um emprego, um carro e um cara q me come qdo eu ligo pra ele...
quando terminei com o namorado de quase 5 anos, há pouco mais de 6 meses, tinha certeza que ia encontrar a mim mesma. ia encontrar a menina que eu tinha perdido quatro anos e meio antes, quando deixei de ser eu mesma pra ser a namorada perfeita. claro, q no período em que eu finigia ser a namorada dos sonhos, muitas vezes, a minha essência insistia em tomar conta de mim e, quando eu percebia, eu estava sendo a velha garotinha problemática de sempre. e era essa garotinha irresponsável, insensível, insandecida que eu tava procurando quando larguei, pra sempre, o namorado.
em uma semana, não só a encontrei, como ela tomou conta d mim e passei a me sentir completa d novo. momentos incríveis aconteceram... como o q eu descrevi no texto "solteirice", que escrevi em alguma aula da faculdade, no fim do ano passado. conheci pessoas impressionantes, me reaproximei de pessoas inesquecíveis e fiquei plenamente satisfeita.
mas, parece que, com a ausência de dois dentes, estou me sentindo vazia de novo. não vazia o suficiente para ligar pro ex-namorado e querer transar com ele. mas vazia o suficiente para questionar quem eu sou. parece que ser só a garotinha problemática, embebida em álcool e noitadas, não é o suficiente. mas também não é o suficiente ser a namorada perfeita, que ama o namorado e é capaz de qq sacrifício por ele. não são suficientes as amigas, os amigos, as bebidas, as baladas, o sexo ocasional, o sexo com hora marcada com aquele cara q nunca liga no dia seguinte, as músicas, o carro, o dinheiro, a mãe, o pai. nada é suficiente pra mim.
se a falta dos dentes me deixou vazia é pq em algum momento dessa semana, eu achei que estava grávida. e fiquei desesperada, pq, não seria capaz d levar adiante uma gravidez nesse momento louco d vida. mas, se eu estive grávida d verdade, talvez tivesse algum motivo pra não querer estragar a mim mesma, me punir, por eu não conseguir ser quem eu gostaria que eu fosse. se eu estivesse grávida, estaria fudida. minha mãe não ia achar legal eu chegar e falar: "mãe, esse é o douglas e ele é o pai da criança q eu to esperando." se eu estivesse grávida, talvez encontra-se todas as respostas.
difícil entender.
o telefone tocou e era uma dessas amigas q fazem a vida valer a pena. "não, não vou poder sair pra conversar com vc hj, to d molho, tirei os sisos. é, fudida, pra caralho." e nesses momentos, nem encontrar as pessoas q me fazem querer viver eu posso. a outra está longe. curitiba. foi visitar o irmão q largou tudo pra viver um grande amor. a outra mandou msg. hj é dia das mulheres. eu só queria ser uma mulher pra sentir o orgulho d ter um dia só meu.
hj eu to vazia, inchada, sangrando. puta da vida, com a vida, pela vida.
amanhã, provavelmente a cara desinchou e eu vou poder sorrir de novo.
na segunda, então! vou estar feliz por ter um emprego, um carro e um cara q me come qdo eu ligo pra ele...
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